segunda-feira, 20 de julho de 2020

Boas Férias!

O nosso Clube deseja umas férias refrescantes e leituras daquelas que nos enchem de ideias e imagens e...

Sugestões (para além das que constam dos posts anteriores):

Patrícia Highsmith, Gente que bate à porta
(a adesão do pai de uma família típica americana a uma religião muito conservadora gera conflitos difíceis de ultrapassar - é um livro muito bom!)

Virginia Woolf, Orlando - uma biografia
(um dos livros mais espetaculares sobre a arte da biografia, tão bem escrito que podemos ficar presos numa frase vários minutos)

Gregorio Duvivier, Caviar é uma ova
(235 crónicas divertidas, críticas, satíricas, algumas que gostaríamos de ter sido nós a escrever...)                                       
                                                             
Ilse Losa, Silka
(uma história para quem gosta da fantasia e da inocência da magia do mundo, mesmo quando já não se acredita)
 (Peixe - origami de Carolina Silva, 7ºB)

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Aconteceu online "Leituras partilhadas"

Decorreu no dia 17 de junho de 2020 uma sessão online de partilha de leituras. Esta foi uma atividade conjunta do Clube de Leitura e da Biblioteca Escolar da Escola Cristina Torres. No que respeita ao Clube de Leitura, constituiu a atividade de encerramento do ano letivo.

Os organizadores pretendiam que este fosse um encontro de partilha do que cada um leu ou anda a ler: um romance, um livro de poesia, um artigo de jornal ou revista, velhas histórias, diários … Não havia um tema pré-definido, cada participante era livre de ler o que quisesse. O grande objetivo era que o encontro se pautasse pelo prazer da leitura em voz alta e da partilha de sugestões, tendo até em mente o período de férias que se avizinha, pois um livro ou um poema como esse são sempre uma belíssima companhia…

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade (1928)

Para além do estímulo do gosto pela leitura, pretendia-se também que este fosse um momento de sociabilização e de inclusão social, promovendo as relações interpessoais, logo foi particularmente agradável a participação quer de alunos quer de professores e a adesão de outros elementos da comunidade educativa como público assistente.

Para quem não pôde estar presente, deixamos a lista das leituras partilhadas na sessão, que poderá ser a primeira de outras mais.

Narrativas:
  • Stefan Zweig, Novela de xadrez
  • Ana Saldanha, Irlanda verde e laranja
  • João Aguiar, O Homem sem nome, I – Oásis
  • Juan Ramón Jimenez, Platero e eu
  • Alex Hirsch, Gravity Falls, Lendas Perdidas – 4 Aventuras Inéditas
  • Contos Tradicionais do Povo Português, recolha de Teófilo Braga
  • Alberto Manguel, Uma História da Leitura
  • Nuno Lobo Antunes, Em nome do pai


Poesia:
  • Eugénio de Andrade, As Palavras interditas – Até amanhã
  • António Gedeão, Teatro do Mundo
  • Federico Garcia Lorca, Romance sonambulo
  • Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia
  • Joaquim Pessoa, Amor combate 



sábado, 13 de junho de 2020

quarta-feira, 3 de junho de 2020

A bicicleta que tinha bigodes, de Ondjaki

Tens na nossa biblioteca da Escola Cristina Torres, uma história de sonhos, de solidariedade e de amizade sincera, pura, ingénua.

A Rádio Nacional de Angola promove um concurso e oferece como prémio uma bicicleta à criança que escrever a melhor história. Para o narrador e amigos, o tio Rui, um escritor com uns bigodes de onde caem restos de frases para dentro de uma caixa mágica, onde descansam letras brilhantes, acentos circunflexos num canto, cedilhas no meio e muitos “K”… pode ser a inspiração para ganhar a bicicleta, que, nos seus sonhos, tem uns bigodes como os do tio Rui…


A Joana Mendonça, do 7ºA, que leu este livro, fez a ilustração (sugestão para uma nova capa).











A bicicleta que tinha bigodes, ONDJAKI, Caminho

segunda-feira, 13 de abril de 2020

A Revolta dos Livros, de Sofia Cochat-Osório

A Revolta dos Livros, de Sofia Cochat-Osório, Editora Minotauro


Páginas: 64 (muitas das quais com ilustrações)

Belíssima obra com uma linguagem muito acessível e que nos conta a história da casa dos livros.
Num lugar distante existia uma casa-árvore onde as pessoas e os livros viviam em harmonia.  Os livros forneciam às pessoas as informações, as explicações e os sonhos que eles procuravam e em troca as pessoas davam-lhes vida e uma sensação de plenitude alcançada.
A peripécia começou quando, certo dia, chegou um novo Guardador-de-livros, que achou que tudo estava muito desarrumado, e tentou mudar a ordem das coisas, aprisionando todos os livros. Ele era uma pessoa muita séria, com uma sombra maior do que ele.
Privados do contacto com as pessoas, os livros revoltaram-se e a confusão instala-se. Veja-se o exemplo de um excerto das pp. 34 e 35:
“Talvez porque o Guardador-de-Livros achasse que eram menos perigosas, muitas das obras de literatura infantil permaneciam nas prateleiras e aí a balbúrdia foi enorme. Os três porquinhos dormiram cem anos depois de comerem migalhas de pão espalhadas pela floresta por uma bruxa. Os sete anões subiram, com esforço, um enorme pé de feijão e foram viver com o gigante malvado que, afinal, era só um pouco rabugento. A Capuchinho Vermelho dançava num lindo vestido de baile com o lobo mau, até que, à meia-noite, um dragão calçado com uns delicados sapatinhos de cristal saiu de uma lâmpada mágica disposto a conceder três desejos a quem lhe trouxesse a galinha dos ovos de ouro.”
Reconhecem as histórias originais? Então, aqui fica um desafio: reconstruir as histórias originais ou reescrevê-las tal como elas ficaram depois da revolta dos livros.
E não se esqueçam de que “LER É VOAR POR CAMINHOS INFINITOS”
Boas leituras.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A Casa Assombrada e outros Contos, de Virginia Woolf


A Casa Assombrada e outros Contos, de Virginia Woolf, editado pela Relógio d’ Água em abril de 2019; entrou na nossa BE a 10 de março de 2020 e recebeu o número 13128.

É um livrinho de 66 páginas, reúne 7 contos da autora. Fecha com um excelente posfácio de Francisco Vale, intitulado “Virginia Woolf: dar ao mundo tudo o que ele pode incluir”. Francisco Vale é o editor da Relógio d’ Água, grande conhecedor da obra da autora, é também escritor de romances. Ele começa por dizer no seu posfácio que “este livro reúne alguns dos mais inovadores contos escritos em inglês”. De facto, esta escritora é obrigatória para quem quiser perceber a literatura do séc. XX e analisar também o papel das mulheres na difusão das técnicas de escrita moderna. O seu livro mais importante é Mrs Dalloway, mas As Ondas ou Orlando são igualmente conhecidos.
O que interessa destacar aqui é que se lermos estes contos do livro que apresentamos, apanhamos alguns dos temas e algumas das técnicas narrativas que definem esta escritora: o universo feminino e a forma como as mulheres captam a matéria da vida, o espaço, o tempo interior… a corrente de consciência, que distingue as personagens da literatura moderna.

Virginia Woolf suicidou-se a 28 de março de 1941. Escreveu nove romances, sete volumes de ensaios, duas biografias, um diário e alguns contos. Estes, que podes ler na tua BE; aproveita, é uma boa experiência. Talvez mais indicada para o Ensino Secundário. O Clube de Leitura gosta particularmente de “A marca na parede” e “Lappin e Lapinova”.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Cristina Torres em workshop com Miguel de Carvalho

Os alunos das turmas do 7ºA e 7ºB participaram numa oficina de collage dinamizada pelo Dr. Miguel de Carvalho, no dia 10 de março, na Escola Cristina Torres.

A iniciativa foi uma colaboração da Biblioteca Escolar com o Clube de Leitura, com vista à sensibilização dos mais pequenos para a reutilização de materiais da imprensa na criação de produtos poéticos, artísticos, que comunicam experiências de leitura e de interpretação de imagens e de letras/palavras.

Miguel de Carvalho, artista que tem desenvolvido esta forma de comunicação em alguns dos seus trabalhos, estimulou nos aprendizes de poeta uma atenção pelas formas, cores e texturas dos materiais impressos que resultou em originais trabalhos de colagem.

Novidade

Boas Férias!

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